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segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
sábado, 21 de janeiro de 2012
Mundo sombrio
Sinto uma vontade de chorar
tão grande, tão imensa
que subjuga a vontade
de abrir as comportas e
deixar vazar essas dor que
me oprime, constrange e dilacera.
Não busco socorro, mas
encher ainda mais meus pulmões
de lágrimas e com elas
morrer afogada sem jamais
retornar à este mundo de
sofrimento, solidão e dor!
A escuridão me envolve
abraça e prende em seu seio...
criaturas estranhas e bizarras
surgem a cada instante,
balanço minha mente e,
elas desaparecem como fumaça...
Aqui onde vivo é sempre assim:
eterna sombra e treva
nenhuma esperança à espreitar,
nenhuma luz à espantá-las!
nem a da lamparina da razão,
pois esta, perdeu o óleo à tempos!
Ariadne
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Cigana
Cigana, tu és a marca de meus sonhos:
- a saudade que ficou,- as correntes que me prendem,
- a dor que ainda restou...
És como a pomba que alto voa,
a procura de um ninho,
a estrela luminosa
que clareia meus caminhos!
A verdade e a mentira,
do mundo que não deixei,
a princesa que adoro,
a procura de um ninho,
a estrela luminosa
que clareia meus caminhos!
A verdade e a mentira,
do mundo que não deixei,
a princesa que adoro,
as lágrimas que já chorei.
Não quero dizer adeus,
pois sempre voltas pra mim.
És como a brisa que sopra
de um amor que não tem fim.
Marcas meu coração,
Não quero dizer adeus,
pois sempre voltas pra mim.
És como a brisa que sopra
de um amor que não tem fim.
Marcas meu coração,
por um bem de quem engana.
Não posso mais me esconder
dos teus olhos negros, Cigana!
Ariadne
Não posso mais me esconder
dos teus olhos negros, Cigana!
Ariadne
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
A busca
Refletindo sobre coisas da vida
vi uma menina igual a mim,
fazendo o mesmo!
Tentei saber dela as respostas
à tantas e diferentes dúvidas
mas não obtive resposta.
Ao tentar alcançá-la,
caí dentro dela e seu
formato se dissipou em
Milhares de pequenas ondas ...
balancei-me, sacudi os braços
pedi socorro e a resposta
Foi o eco de minha própria voz.
A "outra" se fora e eu fiquei!
Submersa, envolta por denso líquido
Foi quando uma luz
brilhou em meu ser!
As respostas que eu buscava,
Sempre estiveram em mim!
E só agora percebo isso
com alegria e tristeza,
Já que, molhada e solitária
mergulhando cada vez mais na escuridão
encontro a iluminação!
Ariadne
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Ilusões
Nas tuas teias enredei-me,
nas tuas formas acorrentei-me...
nos teus lábios, perdi-me!
A vida passou a ser
uma eterna busca
por ti...
Em tudo e em toda parte,
ansiando, aguardando
procurando...
Quisera achar-te e
reter-te comigo mas
tu não passas de diáfana visão...
Um paraíso particular
repleto de sensações e delícias
jamais sentidas, nunca provadas...
Um sonho jamais atingido!
o ideal nunca encontrado...
a portadora da minha chama!
Ariadne
domingo, 31 de julho de 2011
Perfume
Ele passou...
e o rastro de seu perfume
impregnou-me!
Sentidos despertos
Virei os olhos,
acompanhando
a cadência perturbadora
de seus movimentos...
Minh'alma mergulhada
em seu cheiro, suor...perfume...
e meu corpo palpitando
de desejo, insatisfeito!
Ariadne
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Carência
Caminhava na escuridão
envolto em seus negros crepes...
podia ouvir a respiração, o pulso
daquela cujo licor sanguíneo
saciaria sua sede.
A mortalha descera sobre
sua alma à séculos...
carecia de tudo que
aos demais sobejava:
alegria, esperança, expectativa...
Seu caminhar pelo negrume noturo
era cadente e monótono...
algo à que se acostumara
em séculos de caçada.
Apenas não esperava
Ao aproximar-se dela
que o odor de sua pele
o brilho de seus olhos
o capturasse como
a um pássaro!
Viu-se preso...
de novas sensações
à muito esquecidas,
o caçador tornou-se presa!
Preso aos encantos dela...
Não a bebeu, não a matou
admirou-a...
Deixou-se envolver
na quente e vaporosa
presença dela!
Ariadne
envolto em seus negros crepes...
podia ouvir a respiração, o pulso
daquela cujo licor sanguíneo
saciaria sua sede.
A mortalha descera sobre
sua alma à séculos...
carecia de tudo que
aos demais sobejava:
alegria, esperança, expectativa...
Seu caminhar pelo negrume noturo
era cadente e monótono...
algo à que se acostumara
em séculos de caçada.
Apenas não esperava
Ao aproximar-se dela
que o odor de sua pele
o brilho de seus olhos
o capturasse como
a um pássaro!
Viu-se preso...
de novas sensações
à muito esquecidas,
o caçador tornou-se presa!
Preso aos encantos dela...
Não a bebeu, não a matou
admirou-a...
Deixou-se envolver
na quente e vaporosa
presença dela!
Ariadne
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
No espaço
No espaço que me prende,
vazio mar...solidão,
a luz que não mais se acende,
amor de mim...ilusão!
No espaço que me prende,
quero ouvir tua voz....
quero plantar a semente
quero desatar os nós...
No espaço que me prende,
sou livre, sem liberdade,
sou escravo de um sonho,
sinto de ti saudade.
No espaço que me prende,
estou perto de tudo e nada....
dos lugares que passei,
nesta minha caminhada.
No espaço que me prende,
preso estou por covardia...
não sei se falo de amor,....
e, por amor o que faria?
No espaço que me prende,
não sou nada...nem ninguém...
somente a sombra que vaga...
à procura de um bem.
Ariadne
vazio mar...solidão,
a luz que não mais se acende,
amor de mim...ilusão!
No espaço que me prende,
quero ouvir tua voz....
quero plantar a semente
quero desatar os nós...
No espaço que me prende,
sou livre, sem liberdade,
sou escravo de um sonho,
sinto de ti saudade.
No espaço que me prende,
estou perto de tudo e nada....
dos lugares que passei,
nesta minha caminhada.
No espaço que me prende,
preso estou por covardia...
não sei se falo de amor,....
e, por amor o que faria?
No espaço que me prende,
não sou nada...nem ninguém...
somente a sombra que vaga...
à procura de um bem.
Ariadne
Segredo
Tenho na alma um segredo
e na vida um quebranto,
Um duradouro amor
e na vida um quebranto,
Um duradouro amor
num momento nascido,
é mal sem esperança, e o silêncio tanto
que essa que assim o fez
de nada tem sabido.
Ai de mim! passarei dela despercebido...
junto dela, a seu lado e solitário...entanto
e até o fim viverei sobre a terra ,
em meu canto.
Nada ousando pedir...nada logrando obter...
Ainda que a tenha Deus
doce e terna criado...
por seu gosto ela vai...
distraída ao meu lado...
Presa à austero dever,
que fielmente zela...
ela irá, ao ler meus versos
cheios dela, perguntar :
- Quem é essa afinal ?
Ariadne
Abandono
Mergulhada em denso lamaçal
olhava e via do fundo do fosso
luz diáfana, distante, virginal...
Mas não me alcançava
amparava...acudia
antes, mostrava-me mais
claramente minhas chagas.
Sem socorro, sem amparo
enterrei-me mais e,
mais distante
a distante luz ficou.
Na treva e lama
encontrei braços desesperados, como eu...
abraçaram-me e puxaram-me mais
para baixo, para o lar dos desditosos, os exilados!
Aqueles braços, magros
horrendos, macilentos
eram mais próximos
que a brilhante, virginal luz distante...
Neles encontrei apoio
socorro das dores, nas
dores deles.
E todos nós formamos
o denso, incomparável, invencível
exército dos desgraçados, que
pululam por toda parte...
Deserdados da luz santificante!
Ariadne
Uivos
Ah! Linda e incandescente
surge A lua...donzela cuja voz
nenhum de nós
há resistido!
Maviosa e poderosa canção
embriaga, enlouquece, desorienta...
entrego-me em seus
braços prateados
Ouço seu chamado!
o música entorpecedora...e,
libertadora da Besta!
Do eu verdadeiro e oculto.
A fera ressurge a cada
chamado de seus lábios
a cada carícia noturna
de seus gélidos dedos.
Tenho-te por amante
eterna e onipotente
meiga, carinhosa, bela
fria, cruel...contundente.
Rasga-me a pele
retorce-me os ossos
pelos...formas...dor!
Esse é o seu amor!
Livre da prisão que
me oprimia, ocultava, subjugava...
percorro, farejo, persigo
sinto o vento em meu focinho...
Me traz odores....
acaricia minha pelagem
corro e nada fica em meu caminho!
Sou a força da terra, sou filho da Lua!
Ariadne.
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Algo se perdeu e não sei o que foi...
sinto o vazio, a falta...
como se tudo o mais dependesse disso e,
no silêncio descobri...
que o que se perdeu, fui eu!