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sábado, 21 de janeiro de 2012

Mundo sombrio




Sinto uma vontade de chorar
tão grande, tão imensa
que subjuga a vontade
de abrir as comportas e
deixar vazar essas dor que
me oprime, constrange e dilacera.

Não busco socorro, mas
encher ainda mais meus pulmões
de lágrimas e com elas
morrer afogada sem jamais
retornar à este mundo de
sofrimento, solidão e dor!

A escuridão me envolve
abraça e prende em seu seio...
criaturas estranhas e bizarras
surgem a cada instante,
balanço minha mente e,
elas desaparecem como fumaça...

Aqui onde vivo é sempre assim:
eterna sombra e treva
nenhuma esperança à espreitar,
nenhuma luz à espantá-las!
nem a da lamparina da razão,
pois esta, perdeu o óleo à tempos!



Ariadne

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Você



Queimei tuas fotos
tuas cartas e bilhetes
pois acreditava que o fogo
me libertaria de tua presença
impressa em minh'alma.

Mas, oh Deus! Tal gesto insano
inflamou mais meu peito e agora
recolho e guardo as cinzas dos
dizeres teus numa caixa, como tesouro
e o amor que te devoto continua aqui,

pulsando, gritando, enlouquecendo...
Tentei de tudo para deixar-te,
mas as correntes com que me atou
são tão fortes quanto meu
desejo de permanecer atada!

Triste sina a dos apaixonados!
Sempre a arder em invisíveis chamas
consumindo-se sem desaparecer!
E nas atitudes frias e distantes
de seus amados enchem-se de tristeza e dor...

Haverá um remédio, uma cura
miraculosa que liberte os
apaixonados deste cruel grilhão?
Que possa nos conferir a liberdade,
a paz e a felicidade?



Ariadne

domingo, 9 de outubro de 2011

Consequências do amor



Flutuando num mar sanguíneo
estava a doce lady
que abriu seu coração 
ao traidor ímpio.

Que com garras ferozes
subtrae sua candura,
sua crença , suas posses
e sua vida!

Agora jaz, lívida e estática
no lago d'antes refúgio
de encontros românticos
armadilha do golpista.

Morta está Clarice,
e seu sangue colori de rubro
as pálidas rosas da esperança perdida
nas punhaladas de seu amante.


Ariadne